Painéis Solares Integrados à Construção (BIPV): O Futuro da Arquitetura Sustentável
Você já imaginou usar módulos solares coloridos como parte da estrutura do seu prédio ou casa?
Pois é exatamente o que os Sistemas Fotovoltaicos Integrados à Construção (BIPV) fazem. Em vez de simplesmente instalar módulos solares no telhado, o BIPV incorpora esses painéis em elementos da construção, como janelas, fachadas e coberturas. Vamos entender um pouco mais sobre essa tecnologia inovadora.
A sigla BIPV em inglês “Building Integrated Photovoltaics”, significa “Sistemas Fotovoltaicos Integrados à Construção”.
O BIPV, ou Sistemas Fotovoltaicos Integrados, utiliza células solares integradas diretamente em materiais de construção. Assim, ao invés de adicionar módulos solares ao edifício, eles se tornam parte da própria estrutura, substituindo materiais tradicionais como telhas, janelas e até brises. Isso significa que, além de gerar eletricidade, os painéis solares podem oferecer outras funcionalidades, como isolamento térmico, proteção contra chuva e sombreamento.
A grande vantagem do BIPV é a flexibilidade de instalação, porque os painéis solares podem ser integrados em fachadas, claraboias, grades, marquises e muito mais, aumentando significativamente a área disponível para a captação de energia solar. Além disso, o BIPV contribui para a estética do edifício, permitindo que arquitetos "brinquem" com transparência e cor dos módulos solares, criando designs modernos e eficientes.
Embora os sistemas BIPV geralmente custem mais que os painéis solares tradicionais, eles substituem outros materiais de construção, o que compensa parte dos custos. Assim, os módulos solares utilizados no BIPV são geralmente fabricados sob medida e agora podem ser coloridos, o que ainda não é uma prática comum no Brasil, tornando o processo um pouco mais caro. Entretanto, a redução de custos com outros materiais e a melhora na eficiência energética do edifício, o que significa que esse investimento pode ser uma ótima opção para economizar em sua obra.
Os painéis solares BIPV podem ser feitos de várias tecnologias de células solares. As mais comuns são as células de silício cristalino e silício amorfo (filme fino). Mas existem também as células solares orgânicas (OPV) são uma tecnologia emergente que oferece vantagens únicas, como leveza, semitransparência e flexibilidade. E podem ser aplicadas em superfícies curvas e substituem vidros de fachada, tornando-se ideais para integração arquitetônica, acrescentando estética e sustentabilidade nos edifícios.
Embora ainda seja um nicho de mercado, o BIPV ganha mais espaço no Brasil a cada dia. Assim, arquitetos estão começando a incorporar esses elementos em novos projetos, especialmente em edifícios públicos e de escritórios. Além disso, a demanda por construções mais sustentáveis e energeticamente eficientes está impulsionando o uso de painéis solares BIPV.
Módulos Solares coloridos com BIPV representam uma evolução na forma como pensamos e construímos nossos edifícios, integrando sustentabilidade e eficiência energética desde o início do projeto. Pois ao transformar partes essenciais de uma construção em fontes de energia limpa, estamos um passo mais perto de um futuro mais verde e sustentável. E essa novidade é uma das que vão estar na Intersolar de 2024.
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Fonte: Náutica